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Obesidade infantil atinge cerca de 15% das crianças

Espaco Theo

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A obesidade infantil é uma realidade e, segundo dados da Fiocruz, cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem do problema. E os dados podem ser ainda piores: oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta. Comer demais e não praticar atividade física regularmente são as principais causas da obesidade, inclusive a infantil. Se não tratada e controlada, pode acarretar diversas doenças como resistência insulínica, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemias (colesterol alto), esteatose hepática (gordura no fígado), além de alterações articulares por sobrecarga de peso e, nos casos mais graves, apneia do sono.
A prevenção deve vir desde a gestação, com hábitos saudáveis para evitar a diabetes gestacional. Além disso, o aleitamento materno até os seis meses de vida e não fazer a introdução do açúcar, pelo menos até os dois anos de idade, também são importantes. “O comprometimento familiar é essencial na prevenção da obesidade. A troca de alimentos industrializados por alimentos naturais ou feitos na hora, já é um grande passo”, aconselha a endocrinologista infantil do Espaço Théo, Cintia Ipiranga.

Crianças devem ser estimuladas para terem hábitos saudáveis

Aos seis meses, os pais começam a introdução alimentar e é importante, nesse momento, as frutas e vegetais serem incluídas. Os hábitos saudáveis devem prosseguir na infância. Que tal trocar os biscoitos recheados e de maisena por opções mais nutritivas? Bolinhos e cookies caseiros, tortinhas de legumes ou carne/frango e sucos naturais de fruta com vegetais são ótimas opções. Além disso, o ideal é desembrulhar menos e descascar mais. “Atendo muitas crianças com deficiência nutricional, pois os pais não oferecem variedade alimentar. Frutas e vegetais, além de ajudar a criança a ter a quantidade de vitaminas e minerais necessários, também tem o poder antioxidante, protegendo contra os radicais livres. A introdução desses alimentos é importante para que a criança consiga reconhecer esses sabores lá na frente. Mas uma coisa é fundamental: independentemente da idade, a criança precisa ver os pais comendo”, explica a nutricionista do Espaço Théo, Danielly Cassoli.

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